Usuais nas Casas Grandes do Nordeste e nas fazendas mineiras, as Ermidas - pequenas capelas domésticas que podiam ou não estar dentro da residência - precisavam da autorização lenta e burocrática das autoridades eclesiásticas para serem consagradas. Como alternativa, surgiram os grandes oratórios, que cumpriam a função doméstica e pública da Capela, especialmente nas propriedades rurais que, por estarem longe das vilas, necessitavam de um local próprio para o cumprimento dos ofícios católicos. Algumas famílias abastadas reservavam um cômodo especial, chamado "quarto de santos", para as práticas religiosas. O grande oratório passou, então, a cumprir o papel de retábulo, não apenas abrigando os santos de devoção, mas também sendo utilizado para a realização de batizados, casamentos, missas em intenção de almas, novenas e rezas coletivas. Essas celebrações eram realizadas com a presença de párocos de vilas próximas, que aproveitavam as visitas rurais para cumprirem outras obrigações evangélicas.
|