A cultura colonial possibilitou a formação de um sincretismo religioso em que as misturas étnicas enriqueceram a arte do período. É o que se pode verificar nos oratórios afro-brasileiros, confeccionados pela mão negra escravizada. Com motivos geralmente ligados ao teor geométrico, cosmológico ou à natureza, são bastante ricos em elementos simbólicos. Neles, eram colocados vários tipos de imagens acrescidas de elementos como moedas, terços, quadrinhos de santos, gravuras, colares de candomblé e flores. Oratórios mais rústicos também apareceram e foram usados pelas camadas mais modestas da população. Qualquer invólucro, por mais simples que fosse, cumpria sua função de morada do santo de devoção. Do ponto de vista iconográfico, as devoções mais usuais entre os negros eram a Virgem do Rosário, a São Cosme e São Damião, a Divino Espírito Santo, a São Jorge, a São Benedito, a Santa Ifigênia, a Santo Antônio e a São Sebastião.
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